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7 de dez. de 2013

Natal com muita dança!

Como ando muito inquieta esses últimos dias tive que inventar algo pra me mexer: e quando isso acontece é sempre bom pra todo mundo!!! Acho que muitas estão sabendo que estou num período de tratamento da paralisia facial, mas pra quem não sabe e não conhece, isso aconteceu há um mês e ainda  não tive evolução no quadro. Estou afastada do serviço e fazendo um tratamento longo e diário de fisioterapia. Então se vocês não se importarem com a minha cara de lata amassada, eu gostaria de dar aula assim mesmo. Posso ficar longe de muita coisa, mas não de ensinar dança!!!

Apesar dessa problemática também penso que sempre podemos fazer algo de bom de forma a compartilhar a esperança e o compromisso que podemos ter com um mundo um pouco mais justo. Unindo o útil ao agradável (Natal, solidariedade, vontade de trabalhar e um pouco de coragem) surgiu a idéia de fazer uma oficina bem legal!

A proposta é uma análise e um direcionamento imediato de cada indivíduo no grupo de aula, algo que tenho paixão por fazer, que consiste em avaliar as características do seu movimento (vícios, limitações e pontos fortes) através de uma seqüência coreográfica gerada especialmente para isso. Em cima de algumas técnicas corporais geradas através dessa ação, trabalharemos também o ritmo, a improvisação, a expressão e suas limitações internas, tudo aquilo que ainda pode vir a interferir na sua potencialidade e a construção de elementos importantes no rapport da coreografia. Em toda abordagem tem bastante teoria e direcionamento. Em todos os nossos encontros o aprendizado é imenso e trocamos muito.
Haverá mais duas etapas importantíssimas que fazem parte da minha didática, que será uma surpresa para o dia. Enfim, serão maneiras de extrair, trazer à tona as possibilidades que vão fazer as coisas renderem ainda mais e fazer com que possa contemplar seu horizonte próprio, sabendo se guiar da melhor maneira nesses caminhos dançantes da vida...
São para todos os níveis, mas tem que conseguir dar uma dançadinha, tá? Ao se inscrever preciso saber como anda seu aprendizado pra montar as turmas da melhor maneira.
Gostaria de fazer duas datas, uma turma na manhã de sábado(das 9 ao meio dia) e outra domingo no mesmo horário.  Qual sua preferência?


E o diferencial sobre o investimento:
Uma ação solidária. Eu escolhi o Papai Noel dos Correios! Você vai lá, lê uma cartinha que as crianças mandam pro Papai Noel com seu pedido de Natal e vê o que você pode dar conforme sua possibilidade.
Você deve ir o quanto antes pra dar tempo de comprar o presentinho até o final da semana, não precisa trazê-lo, mas tem que compartilhar conosco o pedido da cartinha!
E se alguém quiser fazer uma contribuição espontânea, pode ser qualquer valor, qualquer mesmo, pequenininho, só pra me ajudar na continuidade das minhas fisioterapias, fico muito agradecida!!!

Aqui você se informa sobre a campanha, entre no site e veja os detalhes para participar.

Peço para que confirme sua presença até quinta-feira, pois vocês também ganharão lembrancinhas de Natal!

Pode se inscrever direto comigo pelo facebook ou via torpedo pro meu celular 84983868. O meu endereço e telefone residencial também passo direto pra cada uma. Mas a localização é fácil, bem no centro de Esteio.

Conto com sua presença!!!



25 de nov. de 2012

Silêncio e impacto: ferramentas básicas

Normalmente eu reservo este tipo de assunto mais específico ao conteúdo das aulas, mas como ele não é tão facilmente metabolizado, vale a pena uma reflexão prévia que contribuirá efetivamente para a melhor compreensão do seu uso, que é na minha opinião, um requisito fundamental para uma boa dança: a atitude, que se revela na excelente utilização do silêncio do movimento e da aceleração/desaceleração do mesmo.
O excesso contínuo de força, impacto ou suavidade sem variação freqüente são responsáveis por aquela sensação de estar faltando um tempero, isso quando não fica maçante.
É erradíssimo pensar que, ao desenvolver o aspecto da força ou da velocidade continuamente em escala progressiva, isso se torna proporcional à qualidade da dança. Uma dança excessivamente firme sem tranquilidade e sinuosidade suficientes, massiva em impacto, desanima tanto quanto a mais delicada.
A melhor forma de exercer o equilíbrio neste caso é usar o bom senso e pedir a opinião das pessoas. Se você não puder fazer uma análise da sua dança em uma aula presencial, tente recomendações de vídeos que tragam estes elementos importantes para que possa vê-los na íntegra. São muitos exemplos em vários estilos de dança.
Se você algum dia já notou que, ao sair do palco a resposta do público não foi a esperada, tenha duas formas de compreeder a situação: ou você teve um público muito desanimado meeesmo ou...provavelmente, você não captou atenção. Fez tudo direitinho? Pois é, fia, talvez o problema seja este...


A leitura musical é impecável, tudo no ritmo, postura correta, coreografia pronta. Mas será que tem realmente, algum momento especial entre esses passos pra surpreender o pessoal? Será que você não está escondendo o jogo demais com medo de ousar? Nunca deu vontade de parar tudo e gritar pra acordarem e começar a bater palma?
Ou você está muito agressiva, ou rápida ou desconcertada e sua dança virou um soco, ou a movimentação está muito caída, lenta, superficial, fraca.

                                                               Olha a impressão que dá.


E olha como o povo fica.


Então cara amiga. Pegue toda essa vontade e mate a pau logo. Faça alguma coisa que os deixe curiosos ou abismados. Claro que não precisa baixar as calças. Apenas crie momentos mais interessantes, que prendam a atenção e façam querer ver sua dança até o final, com motivação. As pessoas querem lhe conhecer, mas você precisa ter a iniciativa pra isso, pois é a artista que se propõe a entreter.
A criação destes momentos tem dois elementos essenciais que chamo de silêncio de movimento (paralisação) e sua retomada através de um movimento intenso-lento, ou intenso-impactante ou acelerado.

                                      É como uma gota lá do alto, sobre a água parada. De repente...

                 
                                        E alguém na multidão abre os olhos e pensa: "Opa!?...."

Nem tudo na música precisa ser seguido à risca ou ainda, você pode escolher momentos em que o ritmo pode ser desdobrado. Além de poder seguir só aquele instrumento ou batida menos sobressalente. Infelizmente uma melhor compreensão disso tudo precisa ser presencial, é necessário estudar seqüências bem especificas para obter claros exemplos desta utilização. Mesmo assim espero que valha a dica para utilizar melhor esta ferramenta. Você poderá inclusive usá-la em algo já construído, acrescentando na sua matemática coreográfica alguns momentos de destaque, sem mudar nada. E não necessariamente em tribal (o tribal utiliza essa técnica com maestria, pois tem intrínseca em seu conceito, assim como a limpeza do movimento). Na dança do ventre normal ela é ainda mais necessária e precisa ser uma idéia mais amadurecida através do estudo dos ritmos na música árabe clássica, em especial no wahda tawil. No shaabi, esses momentos são ainda mais essenciais, pois é o que vai dar gosto de ver, o que vai caracterizar toda a malícia, a alegria  e o charme do estilo.
Queridas, queria dar mais umas pinceladas, mas voltarei com mais conteúdos bacanas, me aguardem. E por favor, entrem em contato se precisarem de algum toque. Beijão!!!



11 de dez. de 2011

A lição dos bebês para as bailarinas


Mais uma postagem que fala sobre a tal expressão. Não há neste post nenhuma propaganda, nenhuma crítica ou elogio. Apenas um comentário simples e pessoal sobre como dançamos a vida e como podemos aproveitar uma experiência.
A dança, pra mim, tem se tornado artigo de entretenimento, relax, diversão mesmo. Danço para preencher de alegria alguns momentos com meu bebê, que retribui com gracejos gostosos. Enquanto danço, estou analisando tudo que acontece ao redor e a forma como movimento meu espaço, como interajo no universo daquele momento, com que forma contribuo através disso.
Notei que é possível captar a atenção do baby por causa de dois aspectos: O ritmo combinado com o movimento, na medida em que traduzido fielmente, principalmente nos momentos surpresa e através da mudança de expressão combinada com o olhar direto e condutor.
Vamos convir que o bebê adora ver a mãe, mas cada cena tem um "prazo de validade", assim que ela vence o bebê começa a reclamar se você não fizer nada pra interagir ou atendê-lo em sua possível necessidade ocasional (fraldas, fome, colo, sono, coceira...). Como toda criança manifesta intuitivamente este aspecto humano de procurar diferentes focos conforme o interesse maior, fica muito interessante tanto para a mãe quanto para o bebê, o exercício musical entre os dois. Resumindo: é muito importante apresentar à criança essa forma de contemplar a vida.
Já imaginou-se bebê? Um tanto angustiante não poder manifestar sua vontade por não conseguir falar ou coordenar movimentos. Apenas chorar ou sorrir. E a arte está aí pra ajudar a tornar a rotina deles mais interessante. Apesar de um mundo novo, nossas atividades comuns não são nada próximas do universo dos bebês: nós que esquecemos disso totalmente. Acredito que a música e a dança são uma forma de comunicação mais afinada com esse universo, pois tem a mesma origem de manifestação deles, porém refinada por gestos mais coordenados.
E agora a grande ficha: o bebê compreende, involuntariamente, o humor musical. Ele capta a mudança do ritmo e pode manifestar junto com você a emoção que sente. Aliás, nem sempre junto com você: ele, muito mais próximo da natureza intuitiva, vai manifestar mais e melhor que você.
 Ao observar meu bebê enquanto danço, estabeleceu-se um código. Quando estou agindo em acordo musical e expressivo, ele reage em condescendência: sorrindo, sério mas atento ou fazendo carinha de triste.
Como você já deve ter visto, até com um pouco de inveja, as crianças quando dançam são sinceras e livres.
A dica é imaginar-se criança e mergulhar de vez na sua mais profunda natureza, manifestando seu eu em comunhão com o universo que se apresenta, como se não o conhecesse ou sequer tenha noção de estar inserida nessa matrix. Apenas nutrindo-se da interação do tempo com o espaço e o espírito com o som.
Afinal, o que representa para um bebê o seu trabalho, seu dinheiro, seus documentos, seu status? Para ele a única coisa que importa é você, é quem você é para ele. Pense em dança da mesma maneira e seja uma bailarina mais feliz.
Um grande abraço a todas, estava com saudades de passar por aqui!

1 de fev. de 2010

Hoje estou espartana - desabafo de uma bailarina balzaquiana

Oi! Estou superfeliz de estar começando a me comunicar mais e com mentes pensantes da dança no Brasil. Aqui no sul já tenho um grupo de amigas de altíssimo nível, daqueles assim, que se a gente senta pra falar tem que ter tempo, muito tempo! Uma das coisas mais legais que já aconteceram este ano foi conhecer Viviane Amaral, para desespero dos maridos ansiosos em ver suas esposas em casa em horário digno, hehe! Digo isto por que não há meios de chegar em casa cedo quando juntamos na mesma roda: Fernanda Zahira Razi, Samara Leonel, eu e agora Vivi, cheia de conversa nova e "bôua", nos lugares mais apetitosos da Portinho. Falando nisso, Sami, meu corpo precisa daquele sorvete de torta de maçã denovo. Ahhhh, Cronk's! E vamos levar Vivi para tomar O suco de abacate com laranja da Lancheria do parque!
Voltando ao artigo proposto, tenho lido o blog Andanças de Lory, muito legal e traz boas polêmicas! Um dos últimos posts fala sobre bailarina e público, ela citou um esquema que rola com o pessoal do teatro: de educar a platéia. Para não rolar mais frieza, histeria, palma na hora errada, gente levantando da cadeira no meio do show...entre outras atrocidades que acontecem com qualquer artista de palco. Povo brasileiro! Só respeita a novela das oito, né? Só vai no banheiro na hora do intervalo e olha lá!
Então, já houveram algumas respostas alternativas, entre elas a minha, de Vivi, de Lucy (outra cabeça mui pensante!), etc. Enquanto essa tal educação não acontece de fato, convido-as a reavaliar nossos papéis nesse trem.
Primeiro: se o povo é mal educado, loucas somos nós que tentamos apresentar uma arte estrangeira e sensível para um povo que só ouve em sua maioria, música de baixíssima qualidade (não quero citar para não ferir possíveis almas delicadas).
Segundo: loucas somos nós, que tentamos fazer com que as pessoas batam palmas para um tipo de interpretação e cultura musical que nada mais nada menos influenciou Mozart. Por acaso quem ouve o funk já ouviu falar em allegro? Valha-me Deus.
Terceiro: loucas somos nós, mas persistentes o bastante para lutarmos com nossas pequenas armas (dança, conhecimento e um toque de rebeldia) contra a massificação da ignorância, em sua continuidade. Pois com o pouco que sabemos dá pra ser bem mais feliz.
Quarto: como cabeças pensantes temos que dar bons exemplos. Eu ainda me considero um pouco infeliz nesse aspecto, pois sou um pouco encrenqueira, mas não desistirei e um dia vou alcançar o nível da Fê. A Fê é minha colega do Masala. Ela é imparcial em seu equilíbrio emocional. É uma lady. Daiane, aprenda logo por favor! É bem aquele lance do fale menos e faça melhor.
Os bons exemplos aos quais me refiro e que contribuem para educação de platéia é em relação aos shows, sua divulgação, seu papel, sua justificativa e abordagem. Ok, por partes:
Algumas pessoas quando realizam shows estão tão preocupadas em pagar o trivial, que banalizam o próprio trabalho e o das outras. Não dão devida atenção para layouts de bom gosto, acham que o que importa é o contexto. Que contexto? Aquele que inventaram pra poder dançar? Aquela intenção velada, disfarçada de grande coisa que acabam por relacionar com a dança do ventre? Isso é enfadonho e triste pra mim. Tem gente que pergunta: ai, Dai, porque não produz um show? Minha resposta é: o dia que eu tiver kooh para pagar decentemente O ELENCO e todo o resto, eu farei, do contrário, não preciso de palco nem de investimento de outrens para aparecer de qualquer jeito. Fora isso, gente, não é show profissional. É informal. Não façam os amigos e parentes de vocês pagarem por isso. Se o show é feito com amor, é simples, tem uma intenção verdadeira, compartilhe. Mas não faça público e bailarina pagar pra estar ali. Quem produz tem que meter isso na cabeça. Os shows de dança do ventre nunca serão bem vistos enquanto esta palhaçada não acabar. E parem de linkar dança do ventre com um monte de aspectos lúdicos, isso já era. Isso é pra vender. Se é verdade mesmo, quem fizer dança ou quem assistir o show vai sentir e determinar a veracidade daquilo que viu. Por mais terapêutica que a dança seja! Todas as formas de atividade física saudável são terapêuticas, hidroginástica é terapeutica, massagem é terapêutica. Como é que o flamenco nunca se vendeu como terapia? Uma coisa é certa, a dança vai ser e sempre será uma forma de curtição, de autoconhecimento, de bem estar e qualidade de vida, direcionada para a mulher mais do que as outras danças, mas isso não justifica qualquer apelação neste sentido. O consultório ainda é uma ótima solução para resolver frustrações.
Eu já fiz tanta meleca, já embarquei em tanta canoa furada, que me dou direito de falar destas coisas, pois eu sei quando as intenções são reais. O trabalho da Karina é um caso à parte, não tem nem comparação. Meu trabalho forte surgiu com ela, fundamentou toda minha base. Mas o que surgiu de "coisas" se utilizando deste meio sem sequer compreender o propósito de tudo, nos faz ter o triplo do cuidado ao relacionarmos dança com misticismo e feminino. E chega de quatro elementos! Valha-me Deus 2!
Por último, meninas, se vocês concordarem eu acho superimportante começarmos a mostrar que bailarina tem língua. Pra falar! Vamos nos intrometer mais em palestras, agarrar os microfones e informar sobre aquilo que o povo vai ver. Também é um meio ativo, direto e eficiente de educar a platéia. Quando realizarem shows, dêem atenção para tudo, verifiquem a qualidade do que estão realizando. Imprimam um roteiro com as danças e as devidas explicações e "regras" do show pra distribuir na entrada, comuniquem-se com o público de vocês, valorizem a presença dele, não esperem que a dança faça tudo isso por vocês, pois não é assim que funciona neste país, vamos tentar compreender a razão que os faz assistir nosso show. Eu e as meninas do grupo estamos sempre discutindo isto, por que as pessoas iriam nos ver, como fazer para que eles queiram isso em vez de ficar em casa vendo a novela? Questionem-se em favor da própria qualidade e em respeito a eles. O retorno é indiscutível.
Bom, eu dou a outra face se alguém ainda quiser bater, agora é com vocês, eu já desabafei. Abraços a todas!!!

25 de jan. de 2010

Aula III intensivo ATS


Aula de ATS
Duração de três horas,  dia 29 de janeiro de 2010, das 18:30 às 21:30
Espaço Al Málgama
Rua Santana, 1372
Valor: R$ 60,00

Novidades em sequencias coreográficas para ATS (American Tribal Style)
Música do repertório Fat Chance Belly Dance
Trabalho com snujs
Não perca!
Mande um e-mail para naimah@ig.com.br e reserve sua vaga.