Como ando muito inquieta esses últimos dias tive que inventar algo pra me mexer: e quando isso acontece é sempre bom pra todo mundo!!! Acho que muitas estão sabendo que estou num período de tratamento da paralisia facial, mas pra quem não sabe e não conhece, isso aconteceu há um mês e ainda não tive evolução no quadro. Estou afastada do serviço e fazendo um tratamento longo e diário de fisioterapia. Então se vocês não se importarem com a minha cara de lata amassada, eu gostaria de dar aula assim mesmo. Posso ficar longe de muita coisa, mas não de ensinar dança!!!
Apesar dessa problemática também penso que sempre podemos fazer algo de bom de forma a compartilhar a esperança e o compromisso que podemos ter com um mundo um pouco mais justo. Unindo o útil ao agradável (Natal, solidariedade, vontade de trabalhar e um pouco de coragem) surgiu a idéia de fazer uma oficina bem legal!
A proposta é uma análise e um direcionamento imediato de cada indivíduo no grupo de aula, algo que tenho paixão por fazer, que consiste em avaliar as características do seu movimento (vícios, limitações e pontos fortes) através de uma seqüência coreográfica gerada especialmente para isso. Em cima de algumas técnicas corporais geradas através dessa ação, trabalharemos também o ritmo, a improvisação, a expressão e suas limitações internas, tudo aquilo que ainda pode vir a interferir na sua potencialidade e a construção de elementos importantes no rapport da coreografia. Em toda abordagem tem bastante teoria e direcionamento. Em todos os nossos encontros o aprendizado é imenso e trocamos muito.
Haverá mais duas etapas importantíssimas que fazem parte da minha didática, que será uma surpresa para o dia. Enfim, serão maneiras de extrair, trazer à tona as possibilidades que vão fazer as coisas renderem ainda mais e fazer com que possa contemplar seu horizonte próprio, sabendo se guiar da melhor maneira nesses caminhos dançantes da vida...
São para todos os níveis, mas tem que conseguir dar uma dançadinha, tá? Ao se inscrever preciso saber como anda seu aprendizado pra montar as turmas da melhor maneira.
Gostaria de fazer duas datas, uma turma na manhã de sábado(das 9 ao meio dia) e outra domingo no mesmo horário. Qual sua preferência?
E o diferencial sobre o investimento:
Uma ação solidária. Eu escolhi o Papai Noel dos Correios! Você vai lá, lê uma cartinha que as crianças mandam pro Papai Noel com seu pedido de Natal e vê o que você pode dar conforme sua possibilidade.
Você deve ir o quanto antes pra dar tempo de comprar o presentinho até o final da semana, não precisa trazê-lo, mas tem que compartilhar conosco o pedido da cartinha!
E se alguém quiser fazer uma contribuição espontânea, pode ser qualquer valor, qualquer mesmo, pequenininho, só pra me ajudar na continuidade das minhas fisioterapias, fico muito agradecida!!!
Aqui você se informa sobre a campanha, entre no site e veja os detalhes para participar.
Peço para que confirme sua presença até quinta-feira, pois vocês também ganharão lembrancinhas de Natal!
Pode se inscrever direto comigo pelo facebook ou via torpedo pro meu celular 84983868. O meu endereço e telefone residencial também passo direto pra cada uma. Mas a localização é fácil, bem no centro de Esteio.
Conto com sua presença!!!
Blog de Daiane Ribeiro bailarina e professora de dança tribal, dança do ventre e integrante do grupo Masala. Estuda dança oriental egípcia desde 1998, Daiane vai compartilhar aqui seus questionamentos, teorias, histórias e relatos de sua experiência com a dança e com a vida. Um espaço que criará polêmicas para serem discutidas, estreitará amizades e abrigará muitas visitas. Ah, e contatos profissionais são muito bem vindos!!!
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7 de dez. de 2013
25 de jan. de 2013
28 de dez. de 2012
Calendário de Cursos 2013/1
Vou aproveitar o espaço aqui para esclarecer mais o objetivo de cada curso.
O primeiro curso eu tenho uma resenha pronta aqui. Não deixe de ler os feedbacks que colocarei assim que terminar o terceiro módulo, dia 13 de janeiro.
Sobre Dança Egípcia, nós temos:
Com uma intenção bem clara, neste curso eu ofereço a possibilidade de tornar seu solo mais atraente, sem interferir no seu estilo, apenas mostrando ferramentas que podem ser utilizadas na leitura musical.
Com estas dicas, não significa que o que já faz seja dispensável ou errado, ou o que será passado vai ser muito difícil. Você se surpreenderá como pode ser tranqüilo e eficiente. Inclusive, tudo pode ser agregado àquilo que você já construiu, dando um "plus".
Não perca essa oportunidade.
Há um curso novo, também incorporando bastante teoria, sobre a elaboração de coreografias, com todos os critérios que podemos utilizar para enriquecer sua elaboração e estrutura; também explico o método de avaliação que uso, que ajuda a corrigir técnica, expressão e interpretação, entre vários outros quesitos. É um curso para bailarinas que já começaram a investir em suas criações, sob agendamento.
Este conteúdo você também vai encontrar no próximo extensivo, bimestral, do Masala, em Porto Alegre, veja os detalhes no blog clicando no nome.
O terceiro é de introdução ao tribal, um curso bem prático, com uma carga horária maior e pode ser feito por quem nunca teve contato com esta dança. Nele falarei sobre as referências de estilo, a música, com seus principais ritmos, consciência corporal que é exigida e as principais possibilidades de fusão.
Sobre as aulas quinzenais, você pode ter uma prévia aqui.
18 de nov. de 2012
Danças e periferias
Mais maravilhoso que discutir um assunto de dança, tanto quanto praticá-la, é quando se cruzam as idéias e os propósito em universos paralelos. Periferia, eu chamo este texto, pela universalidade do termo, "tudo que está em redor". E tudo que possamos imaginar pode acontecer ao redor da dança do ventre, ao redor da dança contemporânea, ambas danças libertadoras, porém com pontos de vista que se perdem num caminho sem fim. Duas mulheres complexas. Uma visionária, outra apegada às suas raízes, atrás de excelência, disciplina e liberdade, de maneira complementar. Uma quer algo que a outra tem e as duas tem problemas parecidos.
A dança contemporânea partiu da revolta com a dança moderna (esta que se revoltou com o ballet clássico por sua disciplina rígida, desconfortável, excessivamente técnica, mas que no fim acabou adotando também). Dança livre, tem nessa principal característica a sua beleza e seu drama. Seu viés é aquilo que lhe determina: o excesso de liberdade e a ausência de regras que viabiliza o excesso, tendo como "autêntica" dança contemporânea aquilo que chamaríamos de uma encenação qualquer, menos dança em si. Há contradições acerca do que se determina dança contemporânea, a sua expressão como "não atitude" incomoda os mais ortodoxos, e seus excessos e ousadias acabam descaracterizando o que poderia ser mais belo e menos excêntrico. A falta de limites certamente é um problema na educação. E na dança também, pois a liberdade e a arte não se limitam ao belo e ao correto, nem devem . Só falta uma coisinha, chamada bom senso.
A dança do ventre nutre suas raízes egípcias e busca autenticidade fora de seu espaço natal. É a feminilidade em dança e ilustra em suas bailarinas questões sociológicas, políticas e culturais, seus anseios, ternuras e medos, porém tudo muito dissimulado. Ela se universalizou, tornando-se uma mulher decidida e capitalista, de véus agressivos e sem calcinhas. Ela é fraterna e acolhedora: exige pouco espaço, pouca energia, aceita brilhos e agrados (mas nem sempre quem vê aceita apenas isso). Seu maior conflito é uma fuga da dissimulação (excesso de cópias e rigidez emocional durante a interpretação) resultante da falta de identidade, experiência e interatividade contínua. Há oportunismos imensos envolvidos na questão de performances e shows que se traduzem em baixa estima, impulsividade e desvalorização.
Quem também surgiu de um desconforto com o modelo convencional da dança do ventre foi a dança tribal. Adotou em seus movimentos mais androginia, mais contradições, agregou mais elementos de outras danças, tornando-a um pouco mais liberta, sem perder a disciplina. Como toda dança que nasce de uma revolta, ela tem sede, tem fome, cresce rápido. É uma mulher moderna , mas que se foca no seu interior e nas possibilidades. Nela ainda tenho mais esperança de encontrar mudanças que a valorizem e mantenham em constante transformação.
Na busca de alimentar essa característica busco a dança contemporânea.
O que será fusionado? Elementos com novas leituras e possibilidades, um corpo mais livre, mais fiel à uma temática e longe de qualquer ditadura (desde que haja uma determinada qualidade de movimento).
Imagine você poder criar uma história no cenário da dança oriental, mas com características que a torne melhor fundamentada e interpretada, com uma corporalidade mais disciplinada: uma perna mais alta sem que sua finalidade seja apenas estética externa, um movimento de chão que não seja apenas para mostrar habilidades abdominais... Possibilidades de trabalhar repertórios menos batidos e subjetivos, ou ainda, transformar os famosíssimos "quatro elementos" em algo muito mais aproveitável do que a simples caracterização...sem querer desprezar nossas raízes , mas falta conteúdo nesse propósito, não concorda?...
Enfim, uma mente aberta agrega valores àquilo que já os possui de forma tradicional e não descaracteriza sem uma boa convicção. A intenção é de enriquecimento. Um artista satisfeito ainda não é um bom artista, este nunca se completa, pois está em constante inquietude!
Este próximo ano, 2013, certamente vai nos exigir uma maturidade absurda em termos de humanização, e isto será muito bom para classe artística alçar vôos maiores. É o momento de parar de pensar de forma individualista e compreender de vez o por quê a coisa não vai pra frente. Para nós da dança, vale a pena trocar de lugar com a platéia e exigir-se mais em conteúdo e objetividade.
Os professores terão necessidade de ser menos coniventes com seus alunos "investidores", abrindo seus olhos para descobrir de fato suas reais habilidades e limitações, ultrapassando um pouco seu senso crítico convencional, mesmo que isso signifique tocar em algumas feridas. A sinceridade e o desprendimento do professor é que faz o aluno evoluir. Isso é uma escolha do aluno, acatar as críticas construtivas para seu crescimento ou magoar-se, fechar-se em si com suas justificativas e seu orgulho para então abandonar o barco. O que não devemos esquecer é que o professor é quem tem o dever de viabilizar esses "conflitos" com o ego do aluno e não ajudar a alimentá-lo ao preço de uma mensalidade, por medo de perdê-lo.
Passada esta fase de confrontos psicológicos, o retorno para ambos tem um valor infindável, a confiança e o vínculo se fortalecem. Este professor vai te dar caminhos para alcançar sua própria verdade. Porque:
| ..."Há apenas um de você em todos os tempos, essa expressão é única. E se você se bloquear, nunca vai existir em qualquer outro meio e será perdido." Martha Graham |
26 de set. de 2012
Sobre Movie-mento
Uma releitura do cinema em dança tribal.
Realizado por minhas colegas Bruna Gomes e Zahira Razi (Grupo Masala) e bailarinas convidadas, é com certeza um espetáculo cheio de atitude. Com influências teatrais e picardia, o show Movie-mento traz para o palco suas versões dançadas de diversos filmes facilmente reconhecidos, como Piratas do Caribe, Psicose, Avatar e o desenho Rio.
O interessante é que apesar de bastante teatralizado em algumas das leituras, Movie-mento ultrapassa uma etapa importante dos shows de dança oriental tradicionais, muitas vezes compreendidos como uma tentativa temática de teatro infantil. Vai além pela ousadia de rotular para maiores de 16 em nome da liberdade de expressão, envolvendo o público numa atmosfera misteriosa e sensual sem vulgaridade, uma surpresa interessante e impactante. Vai além pela aquisição de recursos cênicos que complementam perfeitamente a idéia concebida.
Mais denso do que o Especiarias, Movie-mento já vale só pela abordagem de algumas interpretações, como em "Carmem", onde Zahira Razi eleva a emoção da platéia através da batida contagiante do Flamenco-árabe e Bruna Gomes quebrando todas as regras, como de praxe, em "De olhos bem fechados". Várias outras interpretações trazem ótimas bailarinas em ascensão contínua e aprendizes que se rendem às loucuras e contemporaneidades que o grupo Masala traz para esta dança, reveladas nas aulas mensais do curso extensivo de Dança Tribal, que este ano fecha sua segunda edição.
Este show já foi apresentado também em Caxias do Sul e reapresenta em Porto Alegre dia 21 de outubro. Não percam mais esta oportunidade.
24 de set. de 2012
For you, babies
Estou dando uma passadinha de leve, pra deixar registrado que há um trabalho sendo feito, bem na manha, sorrateiro, caprichado. Está pronto. A princípio, dedicado às meninas que gostariam de dar aulas ou ainda, que já estão nessa atividade mas estão enfrentando algumas dificuldades, dificuldades estas que aparecem naturalmente ao lidar com pessoas, com comunicação, expressão e educação. Dificuldades que surgem às vezes por termos apenas uma única fonte de conhecimento, que pode "unilateralizar" a maneira de pensar na dança, em vez de agregar novas possibilidades e conceitos.
Isso acaba interferindo na didática e na criatividade, tanto da aluna quanto da facilitadora. A pergunta que se deve fazer: "Esta é a única alternativa?" "Como posso ultrapassar as expectativas?"
Não é um curso profissionalizante, nem de especialização. Não vou formar ninguém como bailarina ou como professora. Mas é um conteúdo de alta responsabilidade: é ensinar a ensinar direito.
Posso estar sendo pretensiosa e audaciosa? Talvez. Mas desde o primeiro momento em que vi a dança e pus os pés na sala de aula, eu acreditei: eu tenho essa missão.
É como se eu pudesse resumir uma biografia ou um trabalho de conclusão de tudo aquilo que pude experienciar através da dança e do convívio diário com ela, com as pessoas que aprendem, as que ensinam, as que contratam, as que apenas dançam.
Este trabalho fala de tudo que se precisa saber de forma direta, organizada e esclarecedora, enfatizando alguns pontos que merecem atenção especial, como a forma de compreender o movimento, o corpo, a assimilação do movimento da pessoa que vai receber a informação. Basicamente, é preciso compreender as pessoas no mistério do seu universo interior, seus objetivos, seus sentimentos, sua corporalidade.
Posso dizer que é um trabalho bonito, sim. Apesar de nunca ter tido oportunidade de buscar o conhecimento na fonte, o que posso oferecer neste propósito é singular e valioso.
Ensinar é sempre a melhor parte e a mais importante.
Isso acaba interferindo na didática e na criatividade, tanto da aluna quanto da facilitadora. A pergunta que se deve fazer: "Esta é a única alternativa?" "Como posso ultrapassar as expectativas?"
Não é um curso profissionalizante, nem de especialização. Não vou formar ninguém como bailarina ou como professora. Mas é um conteúdo de alta responsabilidade: é ensinar a ensinar direito.
Posso estar sendo pretensiosa e audaciosa? Talvez. Mas desde o primeiro momento em que vi a dança e pus os pés na sala de aula, eu acreditei: eu tenho essa missão.
É como se eu pudesse resumir uma biografia ou um trabalho de conclusão de tudo aquilo que pude experienciar através da dança e do convívio diário com ela, com as pessoas que aprendem, as que ensinam, as que contratam, as que apenas dançam.
Este trabalho fala de tudo que se precisa saber de forma direta, organizada e esclarecedora, enfatizando alguns pontos que merecem atenção especial, como a forma de compreender o movimento, o corpo, a assimilação do movimento da pessoa que vai receber a informação. Basicamente, é preciso compreender as pessoas no mistério do seu universo interior, seus objetivos, seus sentimentos, sua corporalidade.
Posso dizer que é um trabalho bonito, sim. Apesar de nunca ter tido oportunidade de buscar o conhecimento na fonte, o que posso oferecer neste propósito é singular e valioso.
Ensinar é sempre a melhor parte e a mais importante.
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