Blog de Daiane Ribeiro bailarina e professora de dança tribal, dança do ventre e integrante do grupo Masala. Estuda dança oriental egípcia desde 1998, Daiane vai compartilhar aqui seus questionamentos, teorias, histórias e relatos de sua experiência com a dança e com a vida. Um espaço que criará polêmicas para serem discutidas, estreitará amizades e abrigará muitas visitas. Ah, e contatos profissionais são muito bem vindos!!!
11 de jan. de 2011
Sua dança é impagável!
A gente ama! Certamente, algo nos chamou a atenção e nos fez procurar, nos cativou de alguma forma que a princípio não sabemos definir, mas estamos felizes por participar, poder fazer aula, dançar no grupo!
O que eu venho escrever hoje é sobre nossa trajetória, nosso objetivo e as possibilidades que temos na dança.
A dança do ventre sem compromisso, um hobby, ou a curiosidade, é a primeira intenção que nos leva a procurá-la. E é uma delícia a gente se movimentar, conhecer músicas diferentes, um novo mundo de possibilidades.
E essas tais possibilidades, do que se tratam?
Bem, isso pode variar muito. Eu posso vetar a maioria dessas possibilidades conforme minha disponibilidade ou minhas limitações acerca de minhas potencialidades.
De vez em quando, mesmo em aula, eu entro nesse assunto. Sabe por quê? Por que eu idealizo muito, projeto muito, quero realmente o melhor pra cada uma, quero compartilhar. Mesmo que tudo seja uma descoberta pessoal e intransferível, tento transferir a minha, rsrsrs.
Eu vejo todas buscando seu melhor, se empenhando, acompanhando os passos, curtindo as histórias, curtindo o grupo...cada uma dedicando esse tempinho durante a semana pra compartilhar e aprender comigo...amo muito isso.
Mas o que eu mais queria poder passar, nem sempre consigo: desenvolver a verdadeira dança pessoal de cada uma. Esse aspecto me preocupa. Por que mesmo que seja um hobby, mesmo que não se queira dar aula, esta é a parte mágica que transforma a arte que você aprende em sua arte.
Creio que este seja o sentido primordial. Sem ele, a arte é sempre a que vem de fora, a criação e o poder transformador, a verdadeira beleza que deve nascer em você será sempre alheia.
Essa é a parte que eu incentivo incessantemente, o desenvolvimento da sua personalidade artística.
Essa descoberta sugere uma certa demanda para que aconteça, que corresponde ao improviso solo.
Solita, em casa, no seu território, sem ninguém por perto, com a música tocando sem pretensão, entrar em contato com seu balanço interno, criar espaço para que surja seu ritmo próprio, sua leitura corporal natural, conforme o que ouve. Não importa se está certo, se vão achar bonito, se não há platéia, se a música está adequada. Tem que tentar. Dance para si e para seu universo secreto.
Eu sei que no começo é complicado. As vezes estamos cansadas (sim, e eu já tive dois empregos), não temos muito tempo, nunca ficamos sozinhas em casa... mas sugiro que comecem a pensar nessa possibilidade, criando um tempo e um espaço para explorar essa capacidade.
É possível, mas tem querer, ou no mínimo, compreender que é a parte mais importante que existe no aprendizado de uma arte.
Parece não ser, mas pode confiar e experimentar. É durante estas manifestações quase "impossíveis" de realizar, que você vai sentir intensamente o seu corpo, suas sensações, seus maiores desafios. Mas como o maior desafio é sempre o começar, começando, já torna-se um a menos. Depois, é libertar os fantasmas, brincar com seus erros, suas caras e bocas. O maior de todos os exercícios de autoconhecimento através da dança.
Isso não acontecerá em aula, nunca, nem na minha, nem na de ninguém. Não por má vontade, mas por que não há outro caminho.
Talvez você possa estar pensando: mas eu já amo a dança, me sinto muito bem nas aulas, estou muito satisfeita com tudo, sinto que me desenvolvo legal nas coreografias... OK! Compreendo, mas sabe o que eu penso? " Menina, existe uma mágica ainda tão maior que tudo isso, dentro de você mesma..."!!!
Por isso fico tão feliz quando vejo que estão exercitando em casa, pois mais cedo ou mais tarde, a mágica acontece, o medo vai embora e o improviso, o potencial criativo próprio e imediato, se manifesta naturalmente, como uma virtude que há tempos esperava ser encontrada. Então é que de fato, estarão praticando o que está sendo passado em aula, em sua totalidade.
Mesmo que a aula fosse todos os dias e de graça, esse recurso/despertar, depende exclusivamente de você.
E outra, claro que o fato de dar aula regularmente contribui, mas pra mim tudo é motivo: danço quando estou alegre, triste, nervosa, preocupada, irritada, até pelos entes queridos. Sempre valeu a pena, é como registrar os sentimentos na memória universal, vivê-los ao máximo, vê-los fluidos e leves...
Um grande beijo, nunca esqueçam disso, é minha maior lição.
22 de dez. de 2010
17 de dez. de 2010
Para pessoas extremamente preocupadas com o sucesso dos outros
Pelo que fui avisada, estão descendo a lenha em minha pessoa. Creio que por que eu escrevo algumas coisas no meu blog, ,talvez por que às vezes eu tenha atitudes contraditórias em alguns aspectos. Por isso é que escrevi há dois textos atrás algo que fala sobre mudanças de hábito, no texto "Bombril". Este texto fala de mim mesma. Por que tem alguns defeitos que me incomodam, mas quando abrangem mais do que devem, aí a coisa fica ruim. É preciso mudar, corrigir e bem depressa. Se alguém aí, ainda estiver em total desagrado, pode atirar uns pedregulhos, é bom pra acordar mesmo.
Acho importante as manifestações de desagrado. Às vezes, nem sabemos que estamos sendo alvo de críticas mais fortes, considero isso natural, sendo que a maior causa dos problemas de todos os tipos de relacionamento vem da falta de comunicação ou do seu uso covarde...ainda prefiro que falem! E obrigada pela lembrança!
Não vou escrever tudo de novo e dizer que tem coisas que outras pessoas fazem que é necessário muita tolerância também, que estas mesmas pessoas falam de boca muito cheia e sequer limpam o lambuzo da própria...quem sabe cada um limpa sua boca? Estou cuidando da minha e não preciso do guardanapo de ninguém.
O que eu escrevo não considero hipocrisia.
Tudo vem de experiência própria e como qualquer pessoa, pode ser que aconteçam alguns erros ainda, mas quem me conhece melhor acho que não me vê como uma pessoa abominável como alguns (quem?) tentam pregar. E deixo bem claro que não é por que eu escrevo que vou mostrar os dentes o tempo todo pra todo mundo.
Sou adulta, sei o que é certo, e como professora meu dever é fazer boas recomendações, sim, pois minhas alunas tem que ser muito melhores do que eu. Mesmo que eu ainda não seja o melhor de todos os exemplos, não vou desistir do que faço ou digo por causa de gente que infelizmente não consegue chegar a lugar algum, ou tenta chegar através da depreciação dos outros.
Por isso, irmã, não vou escrever por aí cantando aos quatro ventos que acho certas pessoas deploráveis, que jamais deveriam fazer o trabalho que tentam fazer, que não sabem realizar seus projetos com êxito, isso já deixou de ser um problema pra mim a partir do momento em que comecei a cuidar mais de mim e menos dos outros.
Siga seu caminho e tente fazer seu sucesso através do seu esforço próprio, do seu foco, é mais bonito.
Eu também fiquei chateada com muitas coisas que eu achei que não devia acontecer, mas não lembro de ter feito nada parecido com você. Coisas que quando reivindiquei, foi diretamente, não para os outros, e sequer obtive resposta sua, flor.
Ah! E sobre os termos pelos quais me entitulam, não peço pra ninguém fazer isso pra mim, isso acontece naturalmente. Não me acho outra pessoa, não. Sou muito eu! Cada momento absorvo alguma referência de estudo, mas não se preocupe com meu personagem na dança, faz parte da eterna construção.
Espero que um dia alguém ache você o máximo, se for você mesma a se achar, é melhor ainda, pois aí talvez não sobre espaço nem tempo para achar defeitos nos outros.
Um grande beijo!
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