Olá queridas leitoras! Como podem ver, eu sou um gato da Alice. Simplesmente sumo daqui. São tantas coisas que penso em escrever que acabo desistindo. Assim, sobre a minha pessoa, vamos dizer que há uma nova fase, muito bem vinda, de amadurecimento e prosperidade. O meu rosto que foi acometido por uma paralisia periférica já está bem melhor, longe da totalidade mas me deu um grande impulso com essa melhora. Aprendi com este problema como preciso reagir às coisas que me deixam estressada; fiquei sabendo que uma boa praia é o melhor remédio para aliviar a alma e acabar com o cansaço. Aprendi que devo exercitar o espirito, para não me auto-sabotar e não cair em negação. E principalmente que o que a vida mais tem nos pedido é que nos olhemos mais, com mais compaixão e reconhecimento do outro como a si próprio. É difícil... mas estou aí pra dizer que caí, me embarrei, mas já tirei quase toda a lama. Ficar desfigurada temporariamente, sem poder rir e chorar direito, com certeza dos males é o menor. O percurso até a saúde normal é uma luta muito mais mental do que física, mas altamente recompensadora e revigorante. Tudo tem sua razão de ser...e cada expressão deve vibrar a vida em nós.
No mais, vários projetos de trabalho. Estou montando um negócio próprio, quero continuar trabalhando com as danças e talvez até fazer um show no fim do ano.
Enquanto tudo não se consolida, vou dando cursos. Agora no dia 16 de março vai ter o Egyptian Hips. Sim, o nome parece uma grife mas é só eu mesmo, tentando ser audaciosa. Audaciosa por que quero ensinar coisas muito importantes e aproveitáveis que tem a ver com a minha experiência pessoal com a dança e minha visão sobre os temas propostos.
Tem até uma questão interessante que posso abrir com você. O que ensinar para uma bailarina que já nasceu pronta? É...tem umas meninas superpoderosas aí que querem fazer aula comigo! Aí eu pergunto quem é que vai dar aula pra quem?!!!! Hehehe! Ok...vou confiar nos meus instintos didáticos e nas leis universais que trouxeram essas meninas pro meu congá. Alguma coisa fora do comum muito legal pode acontecer! Depois eu conto...
Posso adiantar que o Egyptian Hips vai acontecer em duas datas; nos dois workshops eu tenho bailarinas profissionais, o que eu pretendo passar é teoria musical e técnica de quadril pura, baseada na minha vivência de estudos da dança egípcia, em especial o baladi e as bailarinas da Golden Age. Pra chegar nisso, não basta ter só tecnica: é preciso muita determinação, confiança na sua expressão, muito treino de taksim e ritmos básicos, os maqam, passos básicos bem resolvidos. E mais resolvido ainda tem que estar nossa condição de bailarina: por que dançamos, quem somos, qual nosso desafio, o que precisamos transmitir?
Bom, quem já fez minhas aulas já sabe o quanto eu me empenho na evolução pessoal de cada uma na dança. Adoro quando dizem que é um divisor de águas! Quero muito ver todas felizes com suas danças, respeitando a si mesmas e a tradição da expressão baladi. Se é a primeira vez que está aqui no blog, te convido a passear pelos assuntos relacionados à dança, sempre construtivos e polêmicos.
Quem mais vem comigo? Beijos!!!!
Blog de Daiane Ribeiro bailarina e professora de dança tribal, dança do ventre e integrante do grupo Masala. Estuda dança oriental egípcia desde 1998, Daiane vai compartilhar aqui seus questionamentos, teorias, histórias e relatos de sua experiência com a dança e com a vida. Um espaço que criará polêmicas para serem discutidas, estreitará amizades e abrigará muitas visitas. Ah, e contatos profissionais são muito bem vindos!!!
13 de mar. de 2014
16 de jan. de 2014
Roupa suja
Estou publicando um texto no qual pretendo esclarecer algumas verdades, por mais doloridas que sejam, para qualquer profissional, mas em especial às bailarinas de dança do ventre. Isso por que não acompanho de perto nenhuma outra dança com tal intimidade para falar. Acredito que por ser aqui, no meu blog, eu tenha mais permissividade para declarar fatos sobre os quais me sinto incomodada e me reservo no direito de reivindicar, visto que me considero de certa forma atingida. Mesmo assim não darei nomes aos bois, que sirva o chapéu em quem puder, pois é para o bem maior.
A questão é a seguinte: chama-se popularmente de barraco, só que virtual. Pessoas publicando conversas definitivas, negativas ou desagradáveis que deveriam ser particulares e dividindo a opinião pública a respeito de algo que as perturbam, dividindo os nomes envolvidos pra galera toda.
Por mais elegante que se tente ser ou mesmo que vc seja a vítima da história, não interessa, nada justifica uma pessoa lavar roupa suja nas redes sociais. Eu compreendo pois eu mesmo já tive vontade de fazer isso milhares de vezes, mas toda vez que me contive, não me arrependo e se assim não o tivesse feito, não teria nenhuma vantagem concreta.
Não pense em expor a integridade pessoal de uma outra profissional por estar se sentindo lesada. O que se pode fazer é dar sua opinião sobre o trabalho da pessoa como por exemplo, sua dança, que é pública e o profissional deve ser receptivo a qualquer opinião mais crítica, mesmo que soe irrelevante. Isso é direito do público (não entenda como depreciação) de ter uma opinião negativa e expô-la, contanto que não envolva o que ele representa como pessoa.
Então você bailarina, preste atenção: se tiver problemas profissionais ou pessoais com outra colega, aluna ou professora, se separar do marido, se brigar com o dono da academia, se falaram mal de você, se jogaram seu nome no chão, na lama ou na água do mar, você tem todo o direito de reivindicar e defender aquilo em que acredita, contanto que seja de forma particular com a pessoa envolvida ou judicialmente se achar necessário; caso precise comentar sobre o assunto, que seja de maneira restrita e para pessoas que julgar confiáveis; amigos de perto ou família. Só. Ou pode escrever num blog como eu, para desabafar, sem citação de nomes.
Por que isso?
Primeiro:
No momento em que você PUBLICA uma discussão, uma troca de emails, manda recados desagradáveis que não sejam privados, você corre o risco de responder por danos morais, perjúrio, difamação, calúnia, má fé e tantos outros termos presentes no exercício do Direito;
Por que, em segundo lugar, ninguém tem nada que ver com isso a menos que esteja diretamente relacionado ao assunto:
Terceiro: como profissional e educador você tem a obrigação de dar bom exemplo, para isso tem que deixar o ego de lado e colocar o nome da sua profissão em primeiríssimo lugar e bem antes do seu, por mais querida e aplaudida que seja.
Quarto: você não precisa agregar seguidores ao seu barraco virtual, a menos que precise de testemunhas para levar numa audiência.
Quinto: é de muito constrangimento ficar sabendo desses fatos quando acontecem, eu me sinto incomodada pois acabo envolvida num problema que não é meu, inclusive parece um cabo de guerra, como se fôssemos obrigadas a tomar partido também publicamente e caso eu esteja de acordo com um dos lados acabo criando inimizade desnecessária com o outro. Falta de respeito comigo.
Sexto: é possível vencer qualquer desafio falando menos e agindo mais. Com muito mais classe e discrição, se possível.
Sétimo: virem a cara pra mim se quiserem mas se alguém me citar para qualquer coisa ruim publicamente, o processo é certo, não vai ter nem conversa.
Como se pode ver, há muitas razões importantes para parar a lavação de roupa pública. Agradeço desde já a receptividade do meu texto e agradeço mais ainda se não precisar mais ter que ver esses babados no Facebook, o qual participo muito mais como ferramenta de trabalho. Por favor parem de torrar o filme da dança do ventre!
Tenho dito.
A questão é a seguinte: chama-se popularmente de barraco, só que virtual. Pessoas publicando conversas definitivas, negativas ou desagradáveis que deveriam ser particulares e dividindo a opinião pública a respeito de algo que as perturbam, dividindo os nomes envolvidos pra galera toda.
Por mais elegante que se tente ser ou mesmo que vc seja a vítima da história, não interessa, nada justifica uma pessoa lavar roupa suja nas redes sociais. Eu compreendo pois eu mesmo já tive vontade de fazer isso milhares de vezes, mas toda vez que me contive, não me arrependo e se assim não o tivesse feito, não teria nenhuma vantagem concreta.
Não pense em expor a integridade pessoal de uma outra profissional por estar se sentindo lesada. O que se pode fazer é dar sua opinião sobre o trabalho da pessoa como por exemplo, sua dança, que é pública e o profissional deve ser receptivo a qualquer opinião mais crítica, mesmo que soe irrelevante. Isso é direito do público (não entenda como depreciação) de ter uma opinião negativa e expô-la, contanto que não envolva o que ele representa como pessoa.
Então você bailarina, preste atenção: se tiver problemas profissionais ou pessoais com outra colega, aluna ou professora, se separar do marido, se brigar com o dono da academia, se falaram mal de você, se jogaram seu nome no chão, na lama ou na água do mar, você tem todo o direito de reivindicar e defender aquilo em que acredita, contanto que seja de forma particular com a pessoa envolvida ou judicialmente se achar necessário; caso precise comentar sobre o assunto, que seja de maneira restrita e para pessoas que julgar confiáveis; amigos de perto ou família. Só. Ou pode escrever num blog como eu, para desabafar, sem citação de nomes.
Por que isso?
Primeiro:
No momento em que você PUBLICA uma discussão, uma troca de emails, manda recados desagradáveis que não sejam privados, você corre o risco de responder por danos morais, perjúrio, difamação, calúnia, má fé e tantos outros termos presentes no exercício do Direito;
Por que, em segundo lugar, ninguém tem nada que ver com isso a menos que esteja diretamente relacionado ao assunto:
Terceiro: como profissional e educador você tem a obrigação de dar bom exemplo, para isso tem que deixar o ego de lado e colocar o nome da sua profissão em primeiríssimo lugar e bem antes do seu, por mais querida e aplaudida que seja.
Quarto: você não precisa agregar seguidores ao seu barraco virtual, a menos que precise de testemunhas para levar numa audiência.
Quinto: é de muito constrangimento ficar sabendo desses fatos quando acontecem, eu me sinto incomodada pois acabo envolvida num problema que não é meu, inclusive parece um cabo de guerra, como se fôssemos obrigadas a tomar partido também publicamente e caso eu esteja de acordo com um dos lados acabo criando inimizade desnecessária com o outro. Falta de respeito comigo.
Sexto: é possível vencer qualquer desafio falando menos e agindo mais. Com muito mais classe e discrição, se possível.
Sétimo: virem a cara pra mim se quiserem mas se alguém me citar para qualquer coisa ruim publicamente, o processo é certo, não vai ter nem conversa.
Como se pode ver, há muitas razões importantes para parar a lavação de roupa pública. Agradeço desde já a receptividade do meu texto e agradeço mais ainda se não precisar mais ter que ver esses babados no Facebook, o qual participo muito mais como ferramenta de trabalho. Por favor parem de torrar o filme da dança do ventre!
Tenho dito.
7 de dez. de 2013
Natal com muita dança!
Como ando muito inquieta esses últimos dias tive que inventar algo pra me mexer: e quando isso acontece é sempre bom pra todo mundo!!! Acho que muitas estão sabendo que estou num período de tratamento da paralisia facial, mas pra quem não sabe e não conhece, isso aconteceu há um mês e ainda não tive evolução no quadro. Estou afastada do serviço e fazendo um tratamento longo e diário de fisioterapia. Então se vocês não se importarem com a minha cara de lata amassada, eu gostaria de dar aula assim mesmo. Posso ficar longe de muita coisa, mas não de ensinar dança!!!
Apesar dessa problemática também penso que sempre podemos fazer algo de bom de forma a compartilhar a esperança e o compromisso que podemos ter com um mundo um pouco mais justo. Unindo o útil ao agradável (Natal, solidariedade, vontade de trabalhar e um pouco de coragem) surgiu a idéia de fazer uma oficina bem legal!
A proposta é uma análise e um direcionamento imediato de cada indivíduo no grupo de aula, algo que tenho paixão por fazer, que consiste em avaliar as características do seu movimento (vícios, limitações e pontos fortes) através de uma seqüência coreográfica gerada especialmente para isso. Em cima de algumas técnicas corporais geradas através dessa ação, trabalharemos também o ritmo, a improvisação, a expressão e suas limitações internas, tudo aquilo que ainda pode vir a interferir na sua potencialidade e a construção de elementos importantes no rapport da coreografia. Em toda abordagem tem bastante teoria e direcionamento. Em todos os nossos encontros o aprendizado é imenso e trocamos muito.
Haverá mais duas etapas importantíssimas que fazem parte da minha didática, que será uma surpresa para o dia. Enfim, serão maneiras de extrair, trazer à tona as possibilidades que vão fazer as coisas renderem ainda mais e fazer com que possa contemplar seu horizonte próprio, sabendo se guiar da melhor maneira nesses caminhos dançantes da vida...
São para todos os níveis, mas tem que conseguir dar uma dançadinha, tá? Ao se inscrever preciso saber como anda seu aprendizado pra montar as turmas da melhor maneira.
Gostaria de fazer duas datas, uma turma na manhã de sábado(das 9 ao meio dia) e outra domingo no mesmo horário. Qual sua preferência?
E o diferencial sobre o investimento:
Uma ação solidária. Eu escolhi o Papai Noel dos Correios! Você vai lá, lê uma cartinha que as crianças mandam pro Papai Noel com seu pedido de Natal e vê o que você pode dar conforme sua possibilidade.
Você deve ir o quanto antes pra dar tempo de comprar o presentinho até o final da semana, não precisa trazê-lo, mas tem que compartilhar conosco o pedido da cartinha!
E se alguém quiser fazer uma contribuição espontânea, pode ser qualquer valor, qualquer mesmo, pequenininho, só pra me ajudar na continuidade das minhas fisioterapias, fico muito agradecida!!!
Aqui você se informa sobre a campanha, entre no site e veja os detalhes para participar.
Peço para que confirme sua presença até quinta-feira, pois vocês também ganharão lembrancinhas de Natal!
Pode se inscrever direto comigo pelo facebook ou via torpedo pro meu celular 84983868. O meu endereço e telefone residencial também passo direto pra cada uma. Mas a localização é fácil, bem no centro de Esteio.
Conto com sua presença!!!
Apesar dessa problemática também penso que sempre podemos fazer algo de bom de forma a compartilhar a esperança e o compromisso que podemos ter com um mundo um pouco mais justo. Unindo o útil ao agradável (Natal, solidariedade, vontade de trabalhar e um pouco de coragem) surgiu a idéia de fazer uma oficina bem legal!
A proposta é uma análise e um direcionamento imediato de cada indivíduo no grupo de aula, algo que tenho paixão por fazer, que consiste em avaliar as características do seu movimento (vícios, limitações e pontos fortes) através de uma seqüência coreográfica gerada especialmente para isso. Em cima de algumas técnicas corporais geradas através dessa ação, trabalharemos também o ritmo, a improvisação, a expressão e suas limitações internas, tudo aquilo que ainda pode vir a interferir na sua potencialidade e a construção de elementos importantes no rapport da coreografia. Em toda abordagem tem bastante teoria e direcionamento. Em todos os nossos encontros o aprendizado é imenso e trocamos muito.
Haverá mais duas etapas importantíssimas que fazem parte da minha didática, que será uma surpresa para o dia. Enfim, serão maneiras de extrair, trazer à tona as possibilidades que vão fazer as coisas renderem ainda mais e fazer com que possa contemplar seu horizonte próprio, sabendo se guiar da melhor maneira nesses caminhos dançantes da vida...
São para todos os níveis, mas tem que conseguir dar uma dançadinha, tá? Ao se inscrever preciso saber como anda seu aprendizado pra montar as turmas da melhor maneira.
Gostaria de fazer duas datas, uma turma na manhã de sábado(das 9 ao meio dia) e outra domingo no mesmo horário. Qual sua preferência?
E o diferencial sobre o investimento:
Uma ação solidária. Eu escolhi o Papai Noel dos Correios! Você vai lá, lê uma cartinha que as crianças mandam pro Papai Noel com seu pedido de Natal e vê o que você pode dar conforme sua possibilidade.
Você deve ir o quanto antes pra dar tempo de comprar o presentinho até o final da semana, não precisa trazê-lo, mas tem que compartilhar conosco o pedido da cartinha!
E se alguém quiser fazer uma contribuição espontânea, pode ser qualquer valor, qualquer mesmo, pequenininho, só pra me ajudar na continuidade das minhas fisioterapias, fico muito agradecida!!!
Aqui você se informa sobre a campanha, entre no site e veja os detalhes para participar.
Peço para que confirme sua presença até quinta-feira, pois vocês também ganharão lembrancinhas de Natal!
Pode se inscrever direto comigo pelo facebook ou via torpedo pro meu celular 84983868. O meu endereço e telefone residencial também passo direto pra cada uma. Mas a localização é fácil, bem no centro de Esteio.
Conto com sua presença!!!
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