14 de abr de 2014

Antidepressivo natural: vencer a própria mente

Gosto de ler e aprender sobre crenças e religiões, esta lua é mais um motivo para potencializar nossas reflexões. Falei pra minha amiga Anelisi Ainy que não gostava de eclipses, de fato, lembro que alguns acontecimentos mais marcantes na história se registravam em ano de eclipse. Minha vó dizia que o pior era o do sol, que sombra no céu era desgraça na terra. Ui. Mas essa coisa de família acaba surgindo mesmo que não se acredite, fica aquela lembrança registrada, aquela apreensão. Talvez seja uma questão de superstição, pode ser que seja algo muito positivo também. Interessante pra analisar se realmente há ligação, pois tudo é uma teia, tudo é reflexo...
Outra coisa com a qual tenho me identificado bastante é a sabedoria judaica. Sinceramente tem a ver com tudo que eu penso. Tudo que li pode ser aplicado no cotidiano sem nenhum sacrifício, são regras simples que tem explicação aceitável, assim como o guru Mooji: este cara simplesmente colocou abaixo todas as complicações e rituais que teoricamente precisamos nos envolver pra ser uma pessoa mais feliz e iluminada. A gente pode ser iluminado sim, não precisa fazer sacrifício nenhum, a gente já sofre demais por estarmos limitados ao corpo em busca de sobrevivência. Basta acreditar nos sinais diários e perceber que a mente não pode ser a condutora de todas as suas ações: por trás dela e do ego, temos o que chamaríamos de "verdade", onde não há tempo nem complicação.
Quer saber como resolver um problema? No fundo todos sabem, sempre há uma escolha, um apego a se desvencilhar. Depressão por exemplo, é apego. É falta de algo. As vezes não se sabe o que. Já senti um pouco isso, uma angustia, um vazio. Ficamos vez ou outra tentados a sentir isso, mas é só mais uma armadilha da mente: temos que tentar ser mais astutos do que ela. Ela faz com que acreditemos que ela é nosso eu, nosso todo, o interior absoluto. Mas o que fazer se estamos condicionados a nos apegar com determinadas coisas pra vivermos melhor neste planeta?
Acho que o mais importante pra começar é separar melhor o que as coisas realmente são pra gente. O que representam, por que estão ali, por que nos amarram tanto. Analisar o que poderíamos fazer se não existisse esse condicionamento. Olhar para trás com sinceridade e ver tudo que se teve, tudo que foi vivido, pra ver qual a lição que o universo tenta nos mostrar.
As vezes não temos sentido pra tudo, mas no fundo, esse tempo linear que vivemos aqui serve pra alguma coisa.
Perdoar-se pelas falhas. As que você teve e as que você não teve como controlar. Mas tentar sacar a dinâmica disso, por que este é o desafio.
Não cair no conto do vigário de si mesmo. A mente vai tentar provar, justificar e verbalizar tudo que não precisa ter uma lógica. Ela vai fazer sempre você se grudar em desculpas pra justificar qualquer besteira. Elimine isso e vai ver tudo com mais clareza.
Outra coisa é não comparar. A gente tenta fazer comparações o tempo todo, achar defeitos em tudo e cria situações pra se autoafirmar o máximo possível. A gente realmente precisa disso? Não basta apenas resolver aquilo que nos serve e ignorar o que não serve?

Ficar horas em sofrimento para ser alguém melhor não é necessário. As pessoas sofrem absurdamente em todo o mundo a cada segundo, não gere mais sofrimento a si para alcançar algo que só está dentro de você. No fundo você sabe a escolha certa, a atitude correta. Vamos parar de sofrer tanto! Transforme a falta de energia em oportunidade e pare de sugar os outros com seus problemas.

Faça aquilo que você acredita ser bom. Sua vida é só o momento agora, daqui a pouco de nada se sabe, não há segurança, projeto nem controle...o que você tem de certeza do próximo segundo?
Tenho uma teoria pra compreender melhor o reconhecimento de uma escolha: somos casas, com portas, janelas, varanda, sala, cozinha, banheiro. Somos iguais por dentro, todos temos as mesmas peças. A diferença está por fora, no pátio, na aparência externa, naquilo que você deixa entrar e o uso que se faz com aquilo que está dentro. Com um detalhe: todos os tipos de situações e pessoas estão na nossa rua passando, e mais cedo ou mais tarde é na sua casa que podem entrar.
Sob essa fragilidade e nesse contexto de interação com as coisas da "rua", precisamos fazer a melhor escolha para termos uma casa um pouco mais preparada e feliz apesar das adversidades que nos encontram. A sua casa não é a mesma do outro. Mas todos SÃO casas, tem a mesma categoria de existência.
Não somos obrigados a adorar a casa ao lado, isso não seria natural. Apenas respeitar já é o suficiente. E se as outras casas
Por isso quando olhar pra outra casa, só abra os olhos depois que entrar pela porta e sentir que apesar de tudo, temos todos a mesma origem. Talvez sejamos o projeto de um grande arquiteto...nem sempre a execução é perfeita e fiel ao projeto, mas nós é que faremos a manutenção de tudo que nos foi ofertado. Eu agradeço a este arquiteto pela oportunidade de estar aqui nesta casa e não condeno meu mestre de obra pelas pequenas falhas. Quando minha casa cair, o projeto ainda estará lá e continuará. Dos meus alicerces podem se erguer novas e boas casas! Mas isso depende das escolhas feitas.



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