Então. Hoje eu fui, graças a Deus com tudo certinho pra chegar bem e no horário. O show se chamava Helwa e conhecia maioria das bailarinas participantes, só não lembrava de todas na hora, então era uma agradável surpresa ver quem ia dançar a cada entrada. E com certeza não iria me arrepender, pois era gente do balacobaco. Como platéia sedenta, me deleitei nas águas da boa dança do ventre. Vamos a elas!
Ninguém melhor do que a Grazi pra fazer uma abertura triunfal. Sabe aquele mulherão que cê vê de longe a chegada? A pessoa é assim, chega chegando, e como cumprimento ela sempre nos shows, ouço o vozeirão que sai daquele corpo, penso que a dança tem a mesma intonação. Forte e chique! Uma pena que só vi algumas evoluções, pois estava numa posição não muito favorável com o bar lotado...mas a gente já sente a presença!
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Grazi, amei esta foto, é muito tu! |
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Grazi Shazadi |
Depois do cortinasso, mais uma bela moça, que infelizmente não consegui ver direito, mas depois pude vê-la na dança em trio, muito linda, a coreografia tudo de bom, perfeitas, sincronizadas...
Aí veio a Cristina, com sua expressão doce, serena e ás vezes uma carinha de sapeca. A dança, uma limpeza, uma suavidade. Sempre encantadora, equilibrada, muito organizada e classuda (a gente que dá aula, ás vezes, tenta se surpreender com alguma falha técnica, não que fique procurando, mas não vai achar nadinha, se essa for sua intenção). Vai chupar a manga bonito.
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Cristina Laranjeira |
A Vivian dançou com outra moça, também muito bonita e competente. Não posso deixar de dizer que estava bem curiosa com a dança aflamencada (adoro o flamenco, mas as vezes a dor da expressão é tão ardida que me incomoda) e me surpreendi com movimentos fortes, mas expressão leve, alegre e contagiante. Dava pra ver a Vivian dançar e sacar tudo, só vendo a dança do seu rosto, e não precisava mais nada. Fantástico. Só senti essa sensação boa quando vi uma dança com leques no filme Flamenco, do Saura.
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Vivian Lehugeur |
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Arrasa Quarteirã...ops, Giovanna Argenta |
Aí quando eu achei que estava tudo de boa, me aparece quem?: Fernanda. Desgranida. Me fez chorar! Que saudade da minha colega amiga, amada e companheira de tantas horas, e o fato de conhecer tão bem a pessoa, já acaba com qualquer tipo de controle emocional ao ver sua dança.
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Fernanda Zahira Razi, ma3lema! |
A Fê é aquela bailarina de história, que já tem uma identidade de dança muito presente. Que a gente sente que passa toda sua experiência, emoção, amor e vontade de viver em cada dança. Nos shimis da Fê eu vejo a nossa luta em busca de mais espaço e respeito, no seu andar eu enxergo nossas trajetórias e tentativas, nos seus braços e giros eu vejo toda a conexão com algo muito maior e mais presente do que esta matrix em que estamos e sua expressão é uma mistura de prazer, alegria e fé. Os olhos da Fê ficam submersos, ela olha mas não olha, só espia as direções e os movimentos, eles estão em outro plano. E está totalmente segura no que está fazendo, inteira naquele momento, entregue à arte. Não me mata com o que eu vou falar Fer, mas tu é um vinho de qualidade, melhora com a idade (rsrs). Noto que todas as andanças, intempéries e perseveranças que o mundo da dança proporciona, só alimentam tua força e fé, te enriquecem como pessoa e te distinguem como bailarina. O sabor disso tudo, misturado com a saudade, é que me derrubou de vez.
Resumindo, valeu muito a pena. Espero que em breve eu possa participar de algo assim novamente, que tanto nos enriquece. É muito bom apreciar suas danças, e melhor ainda, quando através delas vocês permitem que eu veja a beleza de vossas almas! Obrigada!
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